Hiperparatireoidismo: o que é, sintomas, tipos e tratamento


O hiperparatireoidismo é uma condição em que o hormônio paratormônio (PTH) está em maior quantidade no sangue. O PTH é liberado pela glândulas paratireoides, que estão localizadas atrás da glândula tireoide, e é responsável por equilibrar a concentração de cálcio no sangue e tecidos do corpo.

O excesso de cálcio no sangue pode causar alteração no funcionamento dos músculos, pedra nos rins, aumento da pressão arterial e outras alterações cardiovasculares. De acordo com a causa, o hiperparatireoidismo pode ser classificado em primário, secundário ou terciário, sendo importante que o endocrinologista seja consultado para que seja feito o diagnóstico.

O tratamento para hiperparatireoidismo deve ser indicado pelo endocrinologista, que normalmente recomenda o uso de medicamentos para controlar os sintomas, além de cirurgia para retirar as glândulas paratireoides, nos casos mais graves.

Principais sintomas

Os principais sinais e sintomas de hiperparatireoidismo são:

  • Osso frágeis e com maior risco de fraturas;
  • Fraqueza muscular;
  • Desenvolvimento de pedras nos rins;
  • Aumento da vontade para urinar;
  • Dor constante na barriga;
  • Cansaço excessivo;
  • Desenvolvimento de insuficiência renal ou pancreatite;
  • Náuseas, vômitos e perda de apetite.

Nem sempre o hiperparatireoidismo provoca sintomas, sobretudo nas fases mais iniciais, por isso, é comum que esta doença seja identificada em exames de sangue de rotina, que evidencia o alterações nos níveis de cálcio do sangue.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de hiperparatireoidismo é feito com a dosagem do hormônio PTH, que está aumentado em todos os tipos da doença. Em seguida, o endocrinologista irá solicitar outros exames que ajudam a identificar a causa do problema, como a dosagem de cálcio, que está elevada no hiperparatireoidismo primário e reduzida no secundário, além de exames como dosagem de cálcio e fósforo na urina, por exemplo.

Exames de radiografia também podem ajudar a identificar a doença, pois demonstra ossos com desmineralização e osteoporose. Nos casos mais avançados, este exame pode mostrar a formação de escavações e proliferação de tecidos e vasos nos ossos, o que é conhecido como “tumor marrom”.

Além disso, exames de imagem da região do pescoço, com ultrassonografia, cintilografia ou ressonância magnética, por exemplo, podem ajudar a identificar alterações nas paratireoides.

Tipos de hiperparatireoidismo

O hiperparatireoidismo pode ser classificado em alguns tipos de acordo com a sua causa:

1. Hiperparatireoidismo primário

O hiperparatireoidismo primário acontece quando uma doença das próprias paratireoides provoca uma hipersecreção do hormônio PTH, principalmente devido a um adenoma ou hiperplasia dessas glândulas.

2. Hiperparatireoidismo secundário

O hiperparatireoidismo secundário surge devido a um distúrbio no metabolismo do corpo, que estimula as paratireoides, especialmente devido à uma insuficiência renal, e que provoca diminuição dos níveis de cálcio e fósforo na circulação.

3. Hiperparatireoidismo terciário

O hiperparatireoidismo terciário é mais raro e acontece quando as paratireoides passam a secretar mais PTH por conta própria, e pode surgir após algum tempo de hiperparatireoidismo secundário.

Como é feito o tratamento

O primeiro passo no tratamento do hiperparatireoidismo primário é a correção dos níveis de cálcio que, se estiverem muito alterados, podem ser a principal causa dos sintomas. Para isto, existem algumas opções diferentes, que incluem a reposição hormonal, feita especialmente em mulheres após a menopausa, pois a reposição de alguns hormônios ajuda a manter os níveis de cálcio nos ossos. Já os remédios bisfosfonados também ajudam a aumentar a deposição de cálcio nos ossos, diminuindo o cálcio livre no sangue. Confira outras causas de excesso de cálcio no sangue e como tratar.

A cirurgia também pode ser indicada no caso de hiperparatireoidismo primário, pois retira as glândulas afetadas, curando a doença. No entanto, possui alguns riscos como lesões nos nervos que controlam as cordas vocais ou diminuição acentuada dos níveis de cálcio.

No caso do hiperparatireoidismo secundário, é necessário fazer o correto acompanhamento e tratamento da insuficiência renal, reposição dos níveis de vitamina D e cálcio, que estão diminuídos. Remédios calcimiméticos possuem um efeito semelhante ao cálcio, levando as glândulas a produzir menos hormônios.



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