Parapsoríase: o que é, sintomas, tipos e tratamento


A parapsoríase é um grupo de doenças de pele que causam sintomas semelhantes à psoríase, como formação de pequenas bolinhas vermelhas ou placas rosadas ou avermelhadas na pele que descamam, mas que geralmente não coçam, e que afetam principalmente o tronco, coxas e braços.

Existem dois tipos desta doença, a parapsoríase em pequenas placas, que é a versão mais comum, e a parapsoríase em grandes placas. Quando se trata de parapsoríase de grandes placas, existe uma maior possibilidade da doença evoluir para a micose fungoide, um tipo de câncer de pele, caso ela não seja tratada.

O tratamento da parapsoríase é feito pelo dermatologista, que pode indicar o uso de hidratantes, pomadas corticoides, ou em alguns casos, fototerapia com radiação UVA ou UVB, por exemplo.

Os principais sintomas de parapsoríase são:

  • Manchas vermelhas, amarelo-acastanhadas ou rosadas, na pele, bem delimitadas, redondas ou ovais;
  • Pequenas bolinhas vermelhas;
  • Placas avermelhadas ou rosadas na pele, pequenas ou grandes;
  • Placas grandes marrons ou vermelhas de formato irregular;
  • Descamação da pele no local afetado;
  • Pele mais fina no local da lesão.

As lesões da parapsoríase podem estar espalhadas no corpo, afetando especialmente nas pernas, coxas, nádegas, braços, costas, lateral do tórax, seios e abdômen, e podem durar meses a anos.

É importante consultar o dermatologista sempre que surgirem sintomas de parapsoríase para que seja feito o diagnóstico, identificado o tipo de parapsoríase e indicado o tratamento mais adequado.

O diagnóstico da parapsoríase é feito pelo dermatologista através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde, exame físico das lesões na pele, e da sua localização e aspecto.

Além disso, o médico pode solicitar uma biópsia de pele para diagnosticar a parapsoríase e seu tipo, e descartar outras doenças de pele que têm sintomas semelhantes, como pitiríase rósea, psoríase comum, dermatite numular, psoríase gutata, ou dermatite de contato, por exemplo. Saiba como é feita a biópsia de pele.

A biópsia de pele também pode ser recomendada pelo médico para o acompanhamento das lesões na pele e avaliar o risco de desenvolvimento de linfoma cutâneo de células T.

Existem dois tipos de parapsoríase, que são classificados de acordo com as características e tamanho da lesão na pele, que incluem:

  • Parapsoríase em pequenas placas: lesões com menos de 5 centímetros de diâmetro, que têm limites bem precisos e podem ser um pouco altas;
  • Parapsoríase em grandes placas: lesões maiores de 5 cm e que podem ser de coloração acastanhada, planas e com descamação discreta.

O tipo de psoríase é identificado pelo dermatologista durante a consulta médica e avaliação das lesões, permitindo indicar o tratamento mais adequado. 

A causa da parapsoríase não é conhecida mas acredita-se que esteja relacionada a uma alteração nas células sanguíneas que podem estar associadas a um linfoma, por exemplo.

Por isso, é importante manter as consultas médicas de forma regular. No primeiro ano é recomendado consultas a cada 3 meses e a partir da melhora dos sintomas, o médico pode marcar consultas para cada 6 meses.

O tratamento da parapsoríase deve ser feito com orientação do dermatologista, e varia de acordo com o tipo de parapsoríase.

Os principais tratamentos para a parapsoríase que podem ser indicados pelo médico são:

  • Hidratantes, para aliviar a descamação da pele;
  • Pomadas corticoides;
  • Fototerapia com radiação UVB de banda larga;
  • Fototerapia com radiação UVA e psoraleno (PUVA).

Em alguns casos, o médico pode indicar a combinação desses tratamentos, o que depende do tipo de parapsoríase e das lesões na pele. 



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